{"id":14949,"date":"2018-04-19T07:18:01","date_gmt":"2018-04-19T07:18:01","guid":{"rendered":"http:\/\/magazilla.cmsmasters.net\/?page_id=14949"},"modified":"2025-09-02T09:36:30","modified_gmt":"2025-09-02T12:36:30","slug":"nossa-historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/nossa-historia\/","title":{"rendered":"Nossa Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div id=\"cmsmasters_row_ckuj4zw6b6\" class=\"cmsmasters_row cmsmasters_color_scheme_default cmsmasters_row_top_default cmsmasters_row_bot_default cmsmasters_row_boxed\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer_parent\">\n<div class=\"cmsmasters_row_outer\">\n<div class=\"cmsmasters_row_inner\">\n<div class=\"cmsmasters_row_margin cmsmasters_row_columns_behavior\">\n<div id=\"cmsmasters_column_4na0v8mr62\" class=\"cmsmasters_column one_fourth\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><\/div><\/div>\n<div id=\"cmsmasters_column_0qf7y22soi\" class=\"cmsmasters_column one_half\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><div class=\"cmsmasters_text\">\n<h3 align=\"justify\">A hist\u00f3ria da exist\u00eancia de Entidade defensora dos interesses dos ferrovi\u00e1rios da Sorocabana tem in\u00edcio por volta de 1914.<\/h3>\n<p align=\"justify\">Com a cria\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Sorocabana em 10 de Julho de 1875 seu funcionamento e expans\u00e3o cont\u00ednua at\u00e9 1937, aconteceu um forte impulso para o in\u00edcio do crescimento fabril de Sorocaba, para o incremento do povoamento da chamada Zona da Alta Sorocabana e de sua produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria visando o consumo regional e da capital do estado. Embora a ferrovia tenha nascido para viabilizar a exporta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o da regi\u00e3o em que Sorocaba se destacava como cidade comercial tradicional, essa fun\u00e7\u00e3o pouco p\u00f4de ser levada adiante devido \u00e0 crise que a forte concorr\u00eancia norte americana trouxe para a exporta\u00e7\u00e3o algodoeira regional, fato bastante destacado na historiografia sobre o assunto. H\u00e1 algum tempo, a hist\u00f3ria daqueles que instalaram os trilhos e os mantiveram transit\u00e1veis, que fizeram as m\u00e1quinas funcionarem, deram manuten\u00e7\u00e3o, fazendo os trens percorrerem as linhas, come\u00e7ou a ser contada. S\u00e3o hist\u00f3rias fragmentadas, contando a vida cotidiana de trabalhadores cientes de sua import\u00e2ncia no desempenho de fun\u00e7\u00f5es que fizeram a grandeza da empresa e colaboraram com a cria\u00e7\u00e3o de riquezas, realizando seu transporte. Com base no que indicam os documentos preservados no Museu da Sorocabana e no Museu Hist\u00f3rico Sorocabano, desde o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o e da opera\u00e7\u00e3o da ferrovia, a maior parte dos ferrovi\u00e1rios era formada por brasileiros, especialmente por trabalhadores ferrovi\u00e1rios provenientes dos munic\u00edpios atendidos pela ferrovia. Brasileiros ou estrangeiros, vindos do interior paulista e de v\u00e1rios outros estados brasileiros, os ferrovi\u00e1rios sempre demonstraram orgulho profissional elevado. Tinham consci\u00eancia de sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica regional, estadual e mesmo, nacional. Sabiam que a economia brasileira era dependente da exporta\u00e7\u00e3o de produtos como o caf\u00e9 e da importa\u00e7\u00e3o de grande quantidade de produtos industrializados. O transporte desses produtos para os portos ou deles para o interior do pa\u00eds, s\u00f3 poderia ser feito com maior efici\u00eancia, atrav\u00e9s da ferrovia. Nessa \u00e9poca j\u00e1 era forte a explora\u00e7\u00e3o do trabalhador por parte da empresa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde o ano de 1897, os ferrovi\u00e1rios da Sorocabana come\u00e7aram a criar Entidades destinadas ao seu aux\u00edlio. Inicialmente, eram Entidades de ajuda ou socorro m\u00fatuo que tinham a fun\u00e7\u00e3o de servir como seguro sa\u00fade j\u00e1 que mantinham m\u00e9dicos, de aux\u00edlio educacional vez que mantinham professores alfabetizadores, de aux\u00edlio funeral para seus s\u00f3cios e, ainda, principalmente, de previd\u00eancia coletiva. Isso se dava porque n\u00e3o existia qualquer sistema social de sa\u00fade ou de previd\u00eancia social destinado aos trabalhadores at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1920 e a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica era limitad\u00edssima, mal atingindo uma parcela da popula\u00e7\u00e3o. Foram criadas v\u00e1rias Entidades, que sempre tiveram enormes dificuldades financeiras para cumprir suas miss\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">Muito embora a remunera\u00e7\u00e3o dos ferrovi\u00e1rios pudesse ser considerada uma das melhores dentro da classe trabalhadora de forma geral, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e a explora\u00e7\u00e3o sofrida pelos ferrovi\u00e1rios tamb\u00e9m foi grande. Entre os anos de 1914 \u00e0 1919, viveram \u00e0s voltas com extensas jornadas de trabalho que entre os maquinistas chegava a 16 horas di\u00e1rias; com defasagem salarial e inseguran\u00e7a no trabalho, com freq\u00fcentes acidentes, alguns fatais, como contam os jornais da \u00e9poca.<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir da\u00ed, para fazer frente a esses problemas, precisaram organizar outros tipos de Entidades que teriam ent\u00e3o, fun\u00e7\u00f5es diversas das mutualistas j\u00e1 existentes. Seriam as Uni\u00f5es oper\u00e1rias e sociedades de resist\u00eancia que tinham como objetivo a representa\u00e7\u00e3o e a defesa dos interesses coletivos de seus associados, organizando manifesta\u00e7\u00f5es e at\u00e9 greves parciais. Deveriam buscar acordos ou pressionar a Administra\u00e7\u00e3o da empresa para que os fizessem. Para isso, denunciavam na imprensa oper\u00e1ria e local seus problemas, buscando inclusive a intermedia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e de autoridades, especialmente de delegados de pol\u00edcia. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os delegados de pol\u00edcia, al\u00e9m de exercerem suas fun\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica, muitas vezes eram requisitados para resolverem ou ajudarem a encontrar solu\u00e7\u00f5es para quest\u00f5es sociais e trabalhistas, entre outras.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como nem sempre essas den\u00fancias e intermedia\u00e7\u00f5es eram suficientes para a resolu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria de seus problemas, as Entidades representativas dos ferrovi\u00e1rios apelavam para a luta, organizando manifesta\u00e7\u00f5es e deflagrando greves. Evidentemente, essas eram atitudes de risco, pois n\u00e3o havia qualquer direito de greve regulamentado e corriam por isso mesmo, o risco de severas puni\u00e7\u00f5es e de repress\u00e3o policial resultando muitas vezes em pris\u00f5es e demiss\u00f5es de trabalhadores. Algumas vezes, esses conflitos chegaram a produzir feridos.<\/p>\n<p align=\"justify\">As primeiras greves de vulto dos ferrovi\u00e1rios da Sorocabana, envolvendo trabalhadores de Sorocaba, Mairinque, Piracicaba e Botucatu, foram as de 1914 e 1919. Ambas terminaram vitoriosas, sendo que pouco depois do encerramento da \u00faltima, o Governo do Estado de S\u00e3o Paulo rompeu o contrato de arrendamento da Sorocabana com o cons\u00f3rcio internacional Sorocabana Railway, encampando-a at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o da FEPASA, em 10 de Novembro de 1971. Sob administra\u00e7\u00e3o estatal desde o final de 1919, a Estrada de Ferro Sorocabana, como passou a denominar-se, teve um de seus per\u00edodos mais pr\u00f3speros.<\/p>\n<p align=\"justify\">As Entidades de resist\u00eancia como a Uni\u00e3o Geral dos Ferrovi\u00e1rios, da qual encontramos not\u00edcias nas greves de 1914 e 1919, n\u00e3o duraram muito. Em 1920 surgiam muitos apelos para sua reorganiza\u00e7\u00e3o, sendo que os anarquistas eram os principais militantes oper\u00e1rios e os principais ativistas na imprensa prolet\u00e1ria e organizadores das Uni\u00f5es e das Ligas oper\u00e1rias de resist\u00eancia; eles desprezavam os pol\u00edticos em geral.<\/p>\n<p align=\"justify\">Depois da Revolu\u00e7\u00e3o de 1930, com o decreto n\u00ba 19.770 que regulamentava a sindicaliza\u00e7\u00e3o no Brasil durante a Era Vargas, surgiu em Abril de 1931 no Estado, o Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios de S\u00e3o Paulo que dissolveu-se em meados de 1932, dando origem aos Sindicatos por empresas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s a chamada Revolu\u00e7\u00e3o Constitucionalista de 1932, aos 26 de dezembro desse ano, foi oficialmente criado o Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana, sendo reconhecido pelo Minist\u00e9rio do Trabalho em 14\/06\/1933. Durante os oito anos de exist\u00eancia desse Sindicato ele se tornou um dos maiores sindicatos da Am\u00e9rica do Sul em n\u00famero de associados, cerca de onze mil trabalhadores sindicalizados.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana conquistou uma grande for\u00e7a social, demonstrada na grande greve de 1934, a qual por quatro dias, paralisou grande parte do tr\u00e1fego da ferrovia em Sorocaba, S\u00e3o Paulo, Assis, Botucatu, Itapetininga e Mairinque. Estiveram envolvidos nessa greve alguns milhares de trabalhadores. A greve acabou com a vit\u00f3ria nominal dos ferrovi\u00e1rios que tiveram suas reivindica\u00e7\u00f5es aceitas pela empresa e pelo governo do estado, mas n\u00e3o cumpridas at\u00e9 1937, quando uma greve branca de mais de um m\u00eas semi paralisou as oficinas de Sorocaba, for\u00e7ando finalmente o atendimento das reivindica\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias pela empresa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa for\u00e7a social do Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana acabou por se traduzir tamb\u00e9m em for\u00e7a pol\u00edtica pois, para a Constituinte de 1934 os ferrovi\u00e1rios elegeram o Secret\u00e1rio de seu Sindicato, o jovem Armando Avellanal Laydner como seu representante. Em seguida, Laydner foi eleito Presidente do Sindicato.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesses anos da d\u00e9cada de 1930, houve intensa disputa de for\u00e7a entre os sindicalistas e a Administra\u00e7\u00e3o da EFS, especialmente no per\u00edodo em que Gaspar Ricardo Jr. foi Diretor da estrada. Essa disputa aconteceu entre os sindicalistas e trabalhadores ligados politicamente com a Administra\u00e7\u00e3o e partidos pol\u00edticos representantes dos empres\u00e1rios e latifundi\u00e1rios cafeicultores. A disputa se traduzia na concorr\u00eancia por s\u00f3cios entre o Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana \u2013 SFEFS \u2013 e Entidades favor\u00e1veis \u00e0 empresa, como o Centro Ideal Ferrovi\u00e1rio, Centro dos Telegrafistas da Sorocabana e a Associa\u00e7\u00e3o Profissional dos Empregados da Sorocabana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo entre os sindicalistas, houve pesada disputa pela dire\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana \u2013 SFEFS. Os socialistas de influ\u00eancia tenentista de esquerda, os comunistas e os getulistas disputaram agressivamente entre si a dire\u00e7\u00e3o do poderoso e rico Sindicato. Cada grupo queria influenciar o enorme conjunto de trabalhadores conforme suas orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas, alguns contra o Governo Vargas e o integralismo, levando-os a participar da Alian\u00e7a Nacional Libertadora e do PCB at\u00e9 1935, outros os apoiadores de Vargas. Os getulistas acabaram vencedores com a pris\u00e3o e esfacelamento de seus opositores entre 1935 e 1937, in\u00edcio do Estado Novo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O conjunto dos ferrovi\u00e1rios influenciou a pol\u00edtica de v\u00e1rios munic\u00edpios onde ele era socialmente importante. Alguns foram eleitos vereadores e em Sorocaba, contou com o apoio da forte e numerosa classe oper\u00e1ria da cidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Sindicato foi fechado por ordem do Governo Vargas em 1940. Em 17\/11\/1940 aconteceu a Assembl\u00e9ia de dissolu\u00e7\u00e3o do Sindicato, autorizando a transfer\u00eancia de todo o patrim\u00f4nio da Entidade para a Cooperativa de Consumo dos Ferrovi\u00e1rios da Sorocabana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Posteriormente, em 1951, foi criada a Uni\u00e3o dos Ferrovi\u00e1rios da Estrada de Ferro Sorocabana; em 16 de Janeiro de 1971 foi fundada a Associa\u00e7\u00e3o Profissional dos Trabalhadores em Empresas Ferrovi\u00e1rias da Zona Sorocabana, \u00fanica Entidade registrada, em 09\/09\/1971, na Delegacia Regional do Trabalho do Estado de S\u00e3o Paulo no livro 05, p\u00e1gina 153 e, finalmente em 22 de Mar\u00e7o de 1974, depois de mais de tr\u00eas anos de lutas, foi reconhecido pelo M.T.P.S. sob n\u00ba 300.304\/73, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferrovi\u00e1rias da Zona Sorocabana que \u00e9 o atual representante da categoria na base Sorocabana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Hoje, passadas tantas d\u00e9cadas do in\u00edcio de sua luta por nossos direitos e por uma sociedade mais justa, onde muito de nossa luta virou hist\u00f3ria, n\u00f3s do Sindicato dos Ferrovi\u00e1rios da Sorocabana ainda continuamos nessa luta descont\u00ednua e nem sempre conexa, por novas conquistas e tamb\u00e9m pela preserva\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas conquistados pelos ferrovi\u00e1rios.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<div id=\"cmsmasters_column_75rfxertbg\" class=\"cmsmasters_column one_fourth\">\n<div class=\"cmsmasters_column_inner\"><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"class_list":["post-14949","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14949"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14949\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16403,"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14949\/revisions\/16403"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/stapress.com.br\/sorocabana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}